26 de março de 2010

1 Semana!

Hoje faz uma semana que nos mudamos pra Chicago!
E agora a gente entende, mais do que nunca, o motivo de Chicago ser chamada de "Windy City " (cidade dos ventos) - ontem a sensação térmica era de -3 graus Celsius. Senti como se minha orelha e meu nariz fossem quebrar a qualquer momento de tão (con)gelados que ficaram... Enquanto andava na rua com o David, sendo praticamente empurrada pelo vento, tentei repetir meu "mantra" sem parar no meu pensamento: "Eu amo frio! Adoro vento! To tão feliz em Chicago! Como gosto de frio! Que bom esse vento! É tão legal andar em Chicago!", daí quando entrava em algum lugar e conseguia finalmente respirar direito, dava até uma tontura, meu mantra tomava vida própria: "Eu nunca mais saio daqui de dentro! Acho que minha orelha direita congelou e caiu pq não tô mais sentindo ela! Que mês que é mesmo? Será que o frio demora pra passar? O David quer sair daqui de dentro?!?!? Aimeusenhor eu não quero mais sentir frio! Será que ele se importa em ficar aqui dentro mais um tempinho? Talvez até o verão..."
Resumindo - aqui é FRIO! Eu sei que disse que gosto de frio - e não mudei de idéia... mas eu nunca disse que gosto de vento, disse?? Então, pronto! Eu não amo vento congelante. Falei.

Mas voltando uma semana de contação...

Nossa mudança foi tranquila - na medida do possível. Nós alugamos uma caminhão "Uhaul "de mudança e dirigimos de Los Angeles (California) até Chicago (Illinois) - somando 3.750km no total. Viajamos pela antiga Rota 66 (que agora mudou bastante). Nós poderíamos ter viajado por outro caminho, mas escolhemos esta rota para evitar neve.
Antes de continuar, só queria explicar que aqui nos EUA é comum as pessoas alugarem caminhão de mudança. Se contrata os "mudadores" pra carregar e descarregar o caminhão, mas não se precisa ter uma carteira de motorista especial pra dirigir (este tipo de) caminhão. É bem mais barato do que contratar uma empresa pra fazer a mudança inteira, especialmente se for pra bem longe.

Mas, continuando... Saímos de LA no sábado, dia 13, umas 7 da manhã. Como é típico de LA, o dia amanheceu ensolarado, sem nuvens no céu. A estrada tinha sempre (pelo menos) 4 pistas. Mas isso só enquanto estávamos na California, pois assim que entramos no estado de Arizona, 97% das estradas até Illinois tinham 2 pistas - e em raros casos tinha uma só (veja as fotinhas no blog abaixo). E as infinitas retas... as vezes parecia que a viagem toda seria uma reta só... Tanto que, quando vieram curvas, até tirei algumas fotos!
No primeiro dia nós dormimos num hotel em Tucson (Arizona). A gente chegou no hotel, levou uns 15min pra conseguir estacionar o caminhão, mais 15 minutos pra conseguir encontrar nossas coisas atrás no caminhão e mais 15 minutos pra fazer a Angel parar de latir pra tudo e pra todos.
No segundo dia, acordamos cedinho, colocamos tudo de volta no caminhão, fomos no posto de gasolina e, enquanto o David abastecia o caminhão, a Angel chorava, gritava e latia pq eu tinha saído do caminhão pra comprar cafés gigantes pra gente. Quanto a Sam, ou ela é muito "da paz " pra reclamar igual a Angel... ou ela via aquele escândalo todo e ficava com vergonha - isso explica o porque a Sam tava sempre escondida embaixo da coberta! Quando eu voltava pro caminhão fazendo malabarismo com os cafés, minha bolsa, jaqueta, luva, etc, tavam todas as pessoas do posto olhando pra gente de cara feia... De certo achavam que a gente tava maltratando os cachorros ou que a Angel tava sendo torturada (ela só ficava quieta depois que eu e o David estávamos prontos, com cinto de segurança e a postos pra continuar a viagem).
Neste dia nós ficamos em um hotel em Albuquerque (New Mexico). O hotel era meio sinistro por fora, mas o quarto era grande, confortável e tinha uma TV gigantona. Também foi o hotel que ofereceu o melhor café da manhã de todos os que a gente ficou (Hotel Blue). Aquela noite a gente foi num restaurante pertinho do hotel e foi bem legal poder relaxar e comer comida de verdade. Na maioria do tempo a gente só comia sanduíche ou bolacha ou salgadinho. A cidade também era bem bonitinha.
No terceiro dia saímos do hotel logo depois de tomar café, aquela mesma rotina de sair cedo, passar vergonha no posto e seguir viagem. Mas dessa vez tivemos uma surpresa assim que saímos de Albuquerque - a paisagem gradualmente foi mudando, até ficar totalmente branca por causa da neve. Não estava nevando mais durante a nossa viagem, mas como tinha sido bem recente, a neve ainda estava por tudo - inclusive na estrada! Tirei muita foto, me empolguei toda, mas a verdade é que deixou a viagem um pouco tensa porque fica muito mais fácil de derrapar e sair da pista qnd se tem neve na estrada, obviamente. Vimos pelo menos uns 3 carros nessa situação... Mas o David mostrou ser um caminhoneiro muito cuidadoso e paciente - especialmente quando era minha vez de escolher que música a gente ia ouvir (eu tenho todas as músicas existentes da Brintey Spears e do Silverchair).
No quarto dia acordamos em Amarillo (Texas) e fomos dormir em Tulsa (Oklahoma). No quinto dia dormimos em St. Louis (Missouri) e, a essa altura já não sabíamos direito que dia da semana era ou qual cidade a gente tava, a não ser quando olhava no celular/mapa/computador. No sexto dia, aquela parada no posto de gasolina já era parte da rotina, tanto que a Angel não chorava e nem gritava mais - só latia. Quando a gente saía do quarto do hotel pra entrar no caminhão, as duas já sabiam de longe onde a gente tava indo - até abanavam o rabo quando eu abria a porta do querido UHAUL.
Então, finalmente, entramos no estado final da nossa viagem - Illinois. Tínhamos tirado fotos de TODAS as placas de "bem vindo ao estado de blablabla" até agora. Mas é claro que nem mesmo vimos a placa de "bem vindo a Illinois"!! Tinha uma construção atrás da outra, quase a viagem inteira até Naperville, onde a gente passou a última noite antes de ir pra casa. No dia seguinte, que foi uma 6a feira, chegamos em Chicago!!! Pegamos um trânsito de deixar LA "no chinelo"[?], nos perdemos em downtown dirigindo um caminhão em ruas e pontes bem estreitas... uma "dili"!
Mas agora, falando sério... deu tudo certo, a mudança foi rápida e nossa instalação no nosso apê foi fácil. Esta semana estávamos muito cansados, sem energia pra quase nada, mas finalmente agora estamos nos empolgando, começando a explorar devagarzinho Chicago - e curtindo cada momento. Assim que meus apetrechos que comprei online (de esquentar orelha, nariz, rosto, alma) chegarem, vou poder sair de casa de novo pra continuar a exploração e contar mais! :)

Bom fim de semana pra todos ;)

24 de março de 2010

27 de fevereiro de 2010

Quase Março!

Depois de 2 anos morando em Los Angeles, e 5 meses morando no Brasil, aqui estamos, de volta, aos EUA. No momento estamos em Los Angeles, mas nosso próximo "lar, doce lar" vai ser Chicago!

Bom, pra quem não sabe muito bem por onde andei nesses últimos anos, provavelmente nem sabe que voltei ao Brasil duas vezes, pretendendo ficar brasileira de "duas vezes por todas". Porém, a vida acontece e as coisas mudam tão rápido que, se paro pra pensar, nunca me imaginei mudando tantas vezes, recomeçando a vida tantas vezes. Tenho até medo de que, no momento em que tudo se acalmar, que eu estiver finalmente onde me considere em casa, vai surgir um tédio básico... Mas nada que seja irreversível, né :)

Então, de 2004 até 2006 morei em Chicago, era Au Pair. Foram dois anos de muito auto-conhecimento, de muita festa, experiências únicas e, principalmente, de amizades que considero umas das coisas mais valiosas em minha vida. Aprendi que a distância nunca é um empecilho quando a gente realmente se importa com alguém - pelo contrário, ou torna a relação ainda mais forte de alguma forma, ou prova que certas amizades não eram tão essenciais. Mas amizades e relações a distância merece um blog diferente, quem sabe semana que vem rsrs

Em 2006 voltei ao Brasil, decidida a ficar, retomar meus planos anteriores. E então conheci o meu querido, meu xuxuzinho, a escada da minha subida. E como não poderia deixar de ser, depois de estar no Brasil por 6 meses, voltei pros EUA no início de 2007 por ele, meu amorzinho - mas com a condição de que, assim que ele falasse português suficiente, a gente faria o possível para morar no Brasil.

Dois anos e alguns meses depois, em 2009, português e emprego no Brasil arranjados, lá fomos nós quatro - eu, David, Angel e Samantha (nossas filhas caninas). Ficamos morando no Brasil por apenas 5 meses, e foi uma experiência muito intensa em vários sentidos. Cresci pessoalmente por ter que tomar iniciativas e decisões que nunca tinham parte na minha vida antes - e muitas destas eram bem mais complicadas do que imaginei. O David também cresceu muito pessoalmente e se tornou uma pessoa ainda melhor - e agora, mais do que nunca, ele faz parte da minha família. Mas depois de muitas conversas entre nós, e conversas com as pessoas as quais consideramos importantes em nossas vidas (e que sempre nos dão conselhos preciosos, vcs sabem quem são), decidimos seguir o coração e voltarmos, nós quatro, pros EUA.

Ainda estamos em Los Angeles, esperando a neve pelo resto do país passar (a gente vai dirigindo até lá), mas mais do que prontos pra viver em Chicago. Sempre me perguntam "por que Chicago?". Quem já visitou/morou por lá provavelmente entende o porque - é uma cidade completamente única. Onde se vê e se sente cada estação exatamente do jeito que ela supostamente é. Onde sempre se tem alguma coisa pra fazer, não importa que dia da semana é, não importa que horas.

É claro que esta é minha perspectiva - eu GOSTO de frio, prefiro que a "praia" tenha água doce, gosto de movimento, turista, barulho. Acho o máximo estar andando pela cidade e olhar pra cima e mal conseguir ver o céu porque os prédios altos estão por toda parte.

Enfim.

Difícil explicar... pra entender, só estando lá mesmo... em Chicago.

Assim que tudo der certo, volto a escrever, a contar como é morar no meu lugar quase ideal. Quase, porque só seria 100% ideal se todas as pessoas que eu amo estivessem lá também. Quem sabe um dia, né? ;)

23 de novembro de 2009

Ilusão VS Realidade

Fazem 3 meses e meio que estamos no Brasil, em Joinville. É claro que chegamos aqui com algumas expectativas - do que esperar da cidade, das pessoas, do que queríamos fazer, de como as coisas provavelmente aconteceriam... Coisas normais pra quem muda pra tão longe - e pra quem volta.

O nosso primeiro desafio foi conseguir alugar um apê - chegamos aqui sem fazer muita idéia da burocracia que iria ser. Mas, de certa forma, não foi uma grande surpresa, pois tivemos um gostinho da burocracia brasileira depois de um processo de 6 meses (!!!) para o David conseguir o visto permanente dele.
Junto com o desafio vieram também as vantagens de se estar aqui, pertinho da família... Nunca nos faltam apoio, ajudas, caronas, palavras de carinho - e churrascos.

Eu nunca tinha precisado comprar móveis, toalhas, ir na Celesc, essas coisas que fazem parte da vida de "gente grande" rs. Eu sabia que roupas, sapatos e eletrônicos são bem mais caros no Brasil do que nos EUA, mas não fazia idéia que praticamente todas as outras coisas são também BEM mais caras do que nos EUA - sofá, eletrodomésticos, aparelhos de celular, compras no supermercado (...). Por outro lado, tudo é muito pertinho - podemos ir andando pro trabalho, pro shopping, pro apê do pai, até o hospital é ali na esquina. É só ter sempre um guarda-chuva em mãos.

Eu também sentia falta desse "clima de final de ano" bem característico daqui - onde é calor no Natal e no Ano-Novo e onde 98% das pessoas vão à praia nessa época. Onde a gente começa o ano seguinte pisando na areia e com novas esperanças, mesmo depois de um ano inteiro batalhando por uma vida melhor. Se tem uma coisa que meu xuxu aprendeu é que brasileiro é guerreiro e que americano é mimado e reclama de "barriga cheia". E eu aprendi que na vida real a grande maioria das pessoas só apreciam as coisas boas da vida depois que as perdem - mas só quem já passou por uma situação assim vai entender plenamente do que eu estou falando. Vejo muita gente que não dá valor a ter um emprego, ou que não dá valor a mãe, pai, irmãos, vó, vô (reconhecer os esforços de alguém mas não demonstrar pra esse alguém que vc os reconhece é a mesma coisa que nada). Tem cada detalhe na nossa vida que é muito importante, mas que é comum a gente nem percebê-los.

Há esses dias o nosso aquecedor estragou... eu nunca dei tanto valor pra água quente depois de ter que tomar um banho MUITO gelado. E um ventiladorzinho faz milagres quando não consigo dormir porque está muito calor. Um cachorrinho ser a coisa mais feliz do mundo quando me vê deixa qualquer um mais animado, mesmo no dia mais cinza do ano. E um cafuné de mãe e um conselho de pai me deixa muito mais tranquila quando meu mundo tá desabando. Beijinho de vó, abraço de vô, um email;telefonema inesperado de uma amiga, chuva quando a cidade virou sauna por um dia... A vida é tão boa pra quem sabe apreciar as coisas simples.

Minha ilusão era chegar aqui, ter uma situação ideal onde as coisas seriam muito mais fáceis do que foram, onde as pessoas provassem que todas aquelas mensagens de saudades eram reais (as vezes eu ainda espero que sejam), que nossa vida estivesse estabelecida e com uma rotina.
Minha realidade foi encontrar muitas pedras no caminho, me decepcionar com bastante gente. Mas aprender que, as vezes, as coisas não acontecem do jeito que a gente quer que aconteçam - mesmo assim, me ensinam a valorizar ainda mais as coisas simples do dia-a-dia e a reconhecer quais são as pessoas que valem a pena manter em minha vida - isso não tem preço :)

10 de novembro de 2009

Brasil :)

Nessa nossa vida de idas e vindas, com tanta coisa mudando - de novo! -, achei que neste momento, fotos vão ilustrar qualquer coisa que eu queira dizer sobre essa nossa breve - mas intensa - temporada no Brasil! :)

In this life were we come and go so many times, with so many things changing - once again! -, I thought that right now, pictures will speak louder than any words I could use to describe our brief - but intense - adventure in Brazil! :)


Joinville


It doesn't need translation, does it? ;)

David and the puppies right before our long journey.

It feels even farther than it is, trust me!

Brazilian pizza - there's nothing like it!

At least grandpas and grandmas get the respect they deserve ;)

The girls love David!

Churrasco!
Sis and mom <3

Dad and David

Us <3

Campo Alegre - farm house (next 3 pictures)



Mom and sis Manu :)

Grandma

Grandpa

Sorta our wedding shower :D (next 2 pics)

Family :)

Haircut - Brazilian style!

Not much going on, is there, Sam?

I'm glad that the old street names have changed! LOL

Getting ready to steal some pizza...

My loves <3