23 de fevereiro de 2011

Botas, Anas e Orelhinhas.

Faz hoje uma semana que minha prima foi embora. Ela esteve nos visitando por um mês, o qual passou bem mais rápido do que deveria.

A Tata (ou Ana, Aninha, Ana Claudia, Tata-uga, Pinguinzinha haha) é uns 4 anos mais nova que eu. Quando eu morava no Brasil, esta diferença de idade era relativamente grande, pois quando eu era "aborrecente", ela ainda era criança. Daí quando fiquei adulta ela ainda era "aborrecente". Acredito que essa foi a razão por nunca termos nos aproximado mais naquela época.
Daí fui embora do Brasil, festei "até cair a peruca" [?], depois casei, voltei pro Brasil e foi então que a gente se aproximou um pouquinho. Mas depois voltei pros EUA e novamente estávamos distantes!

No comecinho do ano a gente conversou e ela disse que vinha me visitar em Chicago. Confesso que não sabia muito o que esperar da visita, pois a gente nunca teve a chance de passar um tempinho juntas depois adultas, e fiquei meio preocupada porque ela vinha no mês mais gelado do inverno de Chicago - inverno o qual acabou sendo um dos mais gelados e com mais neve dos últimos 40 anos! E o frio de Chicago não é para os fracos... ;)

Nos primeiros dias juntas, eu e a Tata já percebemos que tínhamos várias coisinhas em comum, incluindo a aversão a acordar cedo, o estômago com um buraco negro e uma habilidade excepcional em perder elásticos pra cabelo. Quanto mais o tempo passava, mais dessas coisinhas vinham a tona e, depois de um mês juntas, a gente já tinha virado quase irmãs. Eu digo "quase" porque nenhuma relação entre irmãs de verdade é real sem alguns arranhões e puxões de cabelo, e eu e a Tata viramos irmãs bem pacíficas. Ou seja, quase irmãs! hahaha
Até porque a Manu sabe que eu sou a irmã mais chata que existe. Eu implicava até quando ela não fechava a tampinha do shampoo no chuveiro. Daí quando a Tata nunca deixava nem um copo sujo em cima da mesa, e me pedia as coisas, até se podia usar meu shampoo, eu sabia que a gente ia se dar muito bem!

Pra sobreviver o frio de Chicago, tem algumas coisas que são indispensáveis - luvas, cachecol, gorro, cerola, inúmeras meias, jaqueta gigante. Porém, tem duas coisas que são as salvadoras: botas de neve e "orelhinhas". As orelhinhas são na verdade earmuffs, que parecem fones de ouvidos acolchoados, que servem pra deixar as orelhas quentinhas. Só quem já teve a sensação de que as orelhas iriam quebrar de tanto frio é que sabe a importância das orelhinhas!
A Tata trouxe com ela, de alguma forma, a maior nevasca dos últimos trocentos anos. Tinha tanta neve que a cidade inteira parou por um dia - as escolas, lojas e restaurantes estavam praticamente todos fechados! Tinha neve até a cintura por tudo. Claro que a gente não aguentou ficar em casa... e fomos dar uma voltinha no meio da nevasca, com ventos de carregar a gente junto. Quando chegou a hora de a Tata ir embora, ela já tinha se acostumado a usar galochas, orelhinhas, e ficava com calor de jaquetão quando a temperatura ficava acima de zero. Virou praticamente uma "Chicagona"!

Nós visitamos vários museus, MUITA loja, alguns restaurantes, baladinhas e barzinhos, mas são os nossos momentos juntas em casa mesmo, as conversas, as dancinhas, pidadinhas, cantorias e escadarias que finalmente nos permitiram uma aproximação digna de irmãnzinhas! I love you, Aninha!

Claro que eu não poderia deixar de mencionar o vídeo que marcou essa aproximação. Vídeo o qual pretendemos recriar um dia. Só não deu certo ainda porque é uma dança extremamente complexa e vamos precisar de MUITA prática pra chegar a perfeição. Com vocês, a Drunk Mexican Dance!


3 de janeiro de 2011

Ano Velho

Mais um ano termina, e chega o momento de reflexão e de renovação. A gente sempre quer mais, sempre quer tanto, e não tem nada de errado com isso. Porém, a gente tende a se deixar levar por esta época de tanta pressão pra querer melhorar, mudar, precisar mais - e muitas vezes esquecemos do mais importante: quem somos hoje, agora.

Na verdade, não é o futuro que molda quem somos, mas sim o nosso passado. Cada momento feliz que fica em nossa memória nos mostra que a felicidade é simples, pequena, passageira, mas que é frequente quando a gente sabe encontrá-la. Um abraço apertado em alguém que não víamos há muito tempo, uma manhã de sol depois de uma semana cinza, o cachorrinho escolher o seu colo pra deitar mesmo com a casa cheia de gente, uma cerveja bem gelada em um dia quente, uma sopa bem quentinha em noite fria, conversas na varanda, receber uma carta/email de quem a gente gosta muito, a primeira xícara de café do dia, chegar em casa depois de um dia cheio, chorar de rir, ser saudável o suficiente pra ter planos a longo prazo, ser saudável o suficiente pra comer o que quiser, encontrar uma foto e poder lembrar do momento em que ela foi tirada como se tivesse acabado de acontecer, saber que a ausência ou a distância não diminuem o amor e a presença de alguém em nossas vidas e pensamentos, que decepção machuca muito - mas que também nos mostra o verdadeiro caráter daqueles a nossa volta, ter alguém tão próximo que a gente sabe o que este alguém tá sentindo só pelo olhar, quando sozinho não sentir solidão, mas sim sentir paz, enfim.

A verdade é que o passado e o futuro existem, mas a gente só pode controlar mesmo é o presente. Quando a gente comemora o ano novo, comemora principalmente o que passou, e cabe a nós escolher quais desses momentos que passaram são os momentos que nos fazem o que somos hoje. Cabe a nós aprender com nossos erros, e principalmente entender que são os nossos acertos que nos fazem evoluir.

Feliz ano velho, e feliz ano novo pra todos nós!

30 de novembro de 2010

Quatro

Agora em novembro comemoramos quatro anos que estamos juntos. Quatro anos de tanta coisa boa, de tanta coisa intensa, de muito aprender. Aprender sobre amor, aprender sobre dedicação, sobre estar longe e mesmo assim presente, sobre estar perto e não querer ficar longe nunca mais. Soubemos usar nossas diferenças para encontrar o nosso tão importante equilíbrio.

E tem o amor. O amor onde só palavras não podem o expressar, e só esta falta de palavras nos mostra que este amor é suficiente. Onde os momentos bonitos são lembranças valiosas, mas onde a prova deste amor vem dos momentos mais escuros, onde eu menos espero encontrar luz, você vem e me mostra conforto. E me sinto no lugar certo, completa, e com forças para poder lidar com o que quer que tenha me trazido essa escuridão.

Mas o nosso sucesso é tanta coisa mais do que amor. A gente agora sabe que a amizade nos mantem unidos. Que o respeito nos mantem tranquilos. Que as diferenças nos mantem interessantes e que os momentos que não estamos juntos nos mantem interessados. Que saber rir um do outro nos mantem leves, mas que saber a hora de levar as coisas a sério nos faz maduros e capazes de entender a importância do nosso relacionamento.

A gente sempre teve tanta coisa testando a nossa dedicação um ao outro. A gente poderia ter encontrado tantos motivos pra acreditar que não deveríamos estar juntos. Passamos estes quatro anos provando um ao outro o quanto queremos estar juntos, e eu nunca tinha pensado desta maneira antes, porque apesar de todos os desafios os quais enfrentamos, sempre temos a mente e o coração abertos e a vontade de fazer o outro feliz, o que transformou o que alguns chamariam de desafios em aventuras e muita história pra contar pros netos! Mesmo quando tudo parece estar dando errado, temos sorte. Não, na verdade, temos MUITA sorte! Sorte pelos nossos desafios serem sempre superáveis, sorte por termos saúde pra tomar qualquer rumo que escolhemos, sorte por ter pessoas pra nos apoiar, independente de qual decisão louca tomamos, e que além de tudo nos amam muito, e sorte por termos encontrado um ao outro.

<3

13 de outubro de 2010

Mobilidade Urbana

Desde que nos mudamos de Los Angeles, não temos mais carros. Quando nos mudamos pra Chicago, pretendíamos comprar um, mas considerando os custos altíssimos de se ter e manter um carro no centro de Chicago (seguro, gasolina, aluguel de garagem - porque aqui se paga pra estacionar até no próprio prédio, enfim), e pelo fato de termos muita sorte por moramos em uma área que fica no centro de tudo, com transporte público que funciona super bem, decidimos que um carro se tornou pra nós um mal desnecessário.

Depois de passar mais um momento de sufoco no trânsito caótico do centro de Joinville, meu pai me enviou um email, muito bem escrito, com um desabafo. Publico abaixo então o email escrito pelo meu pai. (Brigadinha, amore mio!)


Mobilidade Urbana - Tendências...
(Paulo Schneider)

"Preso no trânsito, sem ter como fugir dali no momento, perspectivas horríveis, stress, nervosismo, caras feias, vontade de xingar tudo e todos...Que situação !!! E o pior de tudo : a constatação de que vai ficar pior, muito pior !!!
A cada mês, a cada semana, a tendência é o trânsito ficar mais congestionado, transformando nossas vidas em um Inferno (literalmente)... Como superar isso ??? Como amenizar, como melhorar, o que fazer ???
Estas são situações que a maioria das pessoas que vivem em grandes cidades enfrenta
no dia a dia . Por que acontece isso dessa maneira tão absurda ??? Simples : ninguem hoje, em sã consciência, admite ficar sem seu próprio veículo, seja por que motivo for, mas jamais ficar sem seu precioso carro na garagem ( lembrando que numa familia de 4 pessoas adultas, todos tem seu próprio veículo).
A maior frustação da maioria das pessoas hoje é não ter um carro do ano, ou o melhor carro do prédio, ou na empresa, ou mesmo entre seus próprios familiares !!!
Por isso, pensando na vida que voces hoje estão levando na sua querida e maravilhosa
Chicago, chego a ficar com inveja . Sim, isso mesmo, inveja !!!! Sabe por que ? Vocês descobriram, contra a vontade, admito, que não ter um carro próprio, não é nenhuma situação tão terrível assim como todos temem.
Óbvio, sei que não ter um veículo em Chicago é beeemmm diferente do que em outros
lugares, mas o importante é que voces descobriram isso, estão felizes com essa nova maneira
de viver a vida, aliando qualidade de vida, prazer em conhecer cada ponto da sua cidade como
poucos, não ter preocupações (comum a quase todos os mortais) como IPVA, seguro, manutenção, estacionamento, enfim, todas as dificuldades que passamos no nosso dia a dia.
E o que tem a ver com tendências ??? Ora, simples : esta é uma tendência que numa hora,
todas as nações do mundo vão ter que seguir : tirar os veículos individuais das ruas dos grandes centros... metrô, ônibus, ciclovias, tudo vai ter de ser direcionado para o transporte em massa da população. Isto se chama qualidade de vida; ruas limpas, arborizadas, tranquilas; povo saudável caminhando pelas ruas, trânsito civilizado, menos mortes por acidentes , provocando com isso uma mudança considerável nos investimentos futuros, podendo ser direcionados para demandas mais urgentes da população e que traga mais satisfação para seus moradores.
Sei que isso parece utopia , mas se não imaginarmos um futuro melhor para nós, os humanos, se não nos preocuparmos, desde ja, em encontrar soluções para amenizar o terrível problema em que se transformou o tema "mobilidade urbana" estaremos, com certeza, caminhando rumo ao caos !!!
Por isso, meus queridos, valorizem essa característica que o destino lhes presenteou : viver livres da obrigação de ter e de usar, em todos os momentos de seu dia, o carro !!!
Aproveitem, caminhem, fotografem, cumprimentem pessoas, sejam amáveis e simpáticos, pois vocês são, com certeza, o que se costuma chamar de modernos, conscientes dos problemas de nosso sofrido mundo, e estão contribuindo para um futuro melhor para todos nós !!!"

25 de agosto de 2010

Como ajeitar seu apê em 30 minutos!

Primeiramente, quero explicar algumas coisas. Eu resolvi escrever um blog diferente dos que já escrevi - um blog que possa ser usado, com dicas e tal. SE funciona, de verdade verdadeira, vocês vão ter que me dizer. Pra mim, sempre funciona.

Antes de casar, eu nunca tinha morado com ninguém que não fosse família. Até quando não era a minha família, ainda assim era como se fosse. Eu tinha 18 anos quando cozinhei pela primeira vez. E fazer limpeza, lavar roupa, isso tudo, demorou mesmo pra fazer parte da minha vida. Mas eu acredito que isso seja parte da nossa cultura. No Brasil é comum a gente morar com os pais até casar. E quando a gente mora com os pais, generalizando agora, a gente nunca precisa cozinhar, lavar banheiro e passar roupa. Até porque, mesmo se for a cada duas semanas, se tem geralmente uma diarista pra fazer o trabalho pesado.
Aqui nos States já é diferente. O povo não vê a hora de morar sozinho, e o faz assim que se torna possível. Empregada e diarista são, normalmente, artigo de luxo neste caso. Portanto, é difícil existir alguém que não lave sua própria roupa e que não tenha que fazer uma faxina das boas de vez em quando... E eu aprendi tudo isso meio que na marra. Pra ser mais específica, quando eu não tinha mais roupa pra vestir e não tinha mais superfícies vagas pra colocar tranqueiras no nosso apê. Ah, outra coisa que aprendi - os sacos de lixo enchem com uma rapidez que eu nunca tinha percebido. E mesmo quando estão transbordando, ninguém misteriosamente troca os cheios por um limpo. Sério. Juro. Já tentei várias vezes. O mesmo acontece com os potinhos de plástico com resto de comida na geladeira, mas pra isso tenho uma receita infalível. Mas só funciona pra quem é casada hein - chantagem emocional e expressar explicitamente e exageradamente o seu medo de que tenha alguma coisa gosmenta se mexendo dentro dos potinhos. Quase sempre funciona. Se você mencionar TPM então, é capaz de conseguir até o saco do lixo trocado.

Mas, voltando ao assunto do blog. Quando eu tô em casa de folga, o dia todo sem fazer nada, e o querido tá o dia todo trabalhando, percebi que uma situação insiste em acontecer. O apê fica ainda mais bagunçado, com uns dois copos em cada mesinha, e a cozinha ainda mais cheia de louça suja. Os cachorros parecem que resolvem comer o que não devem e vomitar e fazem o triplo de cocô quando eu tô sozinha em casa também, mas acho que elas fazem isso só pra me irritar mesmo.
Então eu olho no relógio e já são 4:30 da tarde. Ele chega às 5. Eu tenho que fazer parecer que passei o dia todo fazendo faxina, só pra não dar o braço a torcer de que, na verdade, fiquei o dia vendo vídeo no youtube, tomei banho de banheira d 1 hora e meia e passei o resto do tempo fofocando no msn.

Agora, preste atenção porque o tempo é curto e é muito importante que os passos sejam rigorosamente seguidos desta maneira:

IMPORTANTE - Para conseguir tal proeza em exatamente 30 minutos, é obrigatória a existência de pelo menos uma gaveta espaçosa que esteja vazia.

1. Recolha tudo o que pertence à cozinha primeiro. Copos, guardanapos, saleiro que tá na mesa de centro, a colher que vc deixou cair no chão quando fez café de manhã e não juntou. Coloque tudo em volta da pia (nunca dentro da pia, a qual deve estar vazia e acessível, depois explico o porque).

2. Arrume a cama. Mas como a gente tá com pressa, não precisa arrumar o lençol embolado, contanto que o edredom ou cobertor que cobre a cama pareça arrumadinho. Se ainda assim der pra ver o lençol embolado embaixo da coberta, jogue uns bichinhos de pelúcia e uns travesseiros de forma estratégica.

3. O sofá tem que parecer intacto, pois vai ser ali a primeira provável parada do querido quando ele chegar. Mas é só jogar as almofadas estrategicamente - quanto mais pressa vc tiver quando fizer esta parte, mais estilosas as almofadas vão parecer. E se tiver mantas e cobertores, os dobre e coloque-os ou no encosto do sofá, ou no braço do sofá. Se vc perdeu muito tempo com as almofadas, o jeito é esticar a manta/coberta também de forma estratégica no sofá. Seu querido vai achar que vc fez uma mini aula de design de interiores de tão estiloso que vai ficar!

4. Nunca subestime o valor do espaço livre embaixo da cama! Junte todos os sapatos, chinelos, pantufas espalhados pela casa e os coloque debaixo da cama. Um pequeno lembrete - a gente não tá organizando nada no momento! A gente tá fazendo de conta. Outra hora vc coloca tudo certinho no lugar, mas agora não dá tempo. Se não existir espaço embaixo da sua cama, coloque os sapatos ao lado da porta, pra parecer que vc não quis entrar em casa com sapato sujo. Várias vezes. Vale também os colocar embaixo do sofá, o problema é conseguir encontrá-los de volta mais tarde (tem um duende ladrão embaixo do meu sofá). Ahh, isso!! Bom lembrar!! Duendes ladrões e fantasmas ladrões serão seus melhores amigos quando seu querido procurar pelo sapato que vc jogou embaixo de algum lugar.

5. Agora sobrou só a sua bagulhada que está tomando todas as superfícies, e as 4 bolsas, uma pendurada em cada cadeira da mesa de janta. E você só tem mais 12 minutos!!! Leeembra a gaveta vazia que eu disse que era IMPORTANTE? Então. Junte seus livros, revistas, carregadores de celular/ipod/câmera, seus vários elásticos de cabelo, lixas de unha, esmalte, óculos de sol, chaves, agendas, enfim... tudo o que estiver "poluindo" as superfícies, e os coloque naquela gaveta. Boa sorte depois quando vc for procurar qualquer uma dessas coisas... Mas, no momento, é um mal necessário.

6. Faltou espaço?
O ser humano é um bicho de hábito, então, eu imagino que vc e seu querido sempre sentem nas mesmas cadeiras pra jantar/almoçar/tomar café. Certo? Então! Pra que desperdiçar as outras cadeiras que não estão sendo usadas? Já que ninguém vai sentar nelas mesmo, faça bom uso - coloque aquela pilha de revistas que vc nunca lê, mas que vc prefere quebrar todas as suas unhas do que jogar as benditas revistas fora. E novamente, use o espaço estrategicamente - coloque as respectivas cadeiras o mais perto da mesa possível. Se tiver toalha de mesa comprida, melhor ainda! Se vc cobrir a cadeira direitinho, pode deixar as coisas ali até vc ter seu primeiro filho e ele for grande suficiente pra sentar numa cadeira.

7. Minutos de tensão agora - os 3 minutos finais. Bom, as louças na cozinha ainda tão uma bagunça só. Mas o seu último e importante passo vai ser o seguinte - coloque uma panela cheia de água pra ferver, tire algumas coisas dos armários (macarrão, lata de atum, sei lá, o que vc tiver), e calmamente comece a arrumar a cozinha, pois quando seu querido chegar, ele vai ver que tem coisa cozinhando e achar que tudo aquilo tem a ver com a janta que vc tá fazendo. Quando ele estiver assistindo TV, traga um sanduiche e ele vai estar tão distraído que nem vai conseguir assimilar o que acabou de acontecer.

Então, deu certo pra vocês?

Mas ó, seguinte: se você tiver que fazer isso mais de 2 vezes por semana, eu aconselharia uma visita periódica a casa da sua mãe e umas conversas sérias com sua avó, pra ver se pelo menos elas conseguem consertar esta sua aversão à vida de gente grande.

:)